terça-feira, 5 de outubro de 2010

5 de outubro de 1143-867 anos da fundação de Portugal

Este é o verdadeiro 5 de outubro que há para celebrar em Portugal. O dia em que se fundou oficialmente a grandiosa nação de Portugal. Quanto ao 5 de outubro de 1910, esse passará, se não o é já, a ser o dia em que começou a destruição de portugal. Os carbonários e a seita maçónico- republicana propuseram-se a destruir a nação mais antiga da europa. Mas deixemos esse dia nefasto de lado e falemos daquilo que aconteceu à 867 anos.
« O convénio de zamora é a consequência última de uma série de luta entre D. Afonso Henriques e Afonso VII de Castela e Leão. Com efeito, ao mesmo tempo que, habilmente, preparava a organização eclesiástica do estado português, Afonso Henriques não cessava de inquietar o monarca leonês, invadindo-lhe, com fortuna vária, os territórios. A primeira incursão teve lugar em 1130. D. Afonso Henriques passou o minho e penetrou com mão armada na galiza. Não encontrando resistência, retirou-se, talvez porque o seu intento fora apenas efectuar uma simples correria destruidora. Pelos anos de 1132 a 1135, teve lugar uma nova invasão da galiza, não sendo possível estabelecer uma cronologia rigorosa dos sucessos desta campanha. D. Afonso Henriques invadiu o território de límia, mas foi vencido pelos condes Fernando Peres e Rodrigo Vela, sendo forçado a retirar-se para portugal. Não desanimou, porém, e, organizando nova expedição, invadiu de novo o mesmo território, desta vez vitoriosamente. Edificou ali o castelo de Celmes, e, pondo-lhe forte guarnição, regressou a portugal. Pouco depois, porém, Afonso VII veio sitiar o castelo, que foi forçado a render-se, ficando prisioneiros os seus defensores. Em junho de 1135, Afonso VII foi aclamado imperador de leão. Todos os estados peninsulares reconheceram o seu domínio, excepto Portugal. Este facto não impediu, porém, que houvesse então um período de paz, que durou até 1137. Em 1137, Afonso Henriques, aliando-se com os condes galegos Gomes Nunes e Rodrigo Veloso, revoltados contra Afonso VII, invadiu de novo a galiza, apossando-se de Tui e de muitos castelos da terra de límia. Porém, os adversários, entre os quais se destacavam, como anos antes, os condes Fernando Peres e Rodrigo Vela, tinham-se preparado e vieram ao encontro ao seu encontro. Travou-se então a batalha de Cerneja, de que saiu vitorioso D. Afonso Henriques. As vantagens desta vitória foram logo anuladas. Os mouros atacaram Leiria e forçaram Afonso Henriques a retirar-se para acudir ao sul. Entretanto, Afonso VII reconquistava Tui e preparava-se mesmo para invadir Portugal. As pazes celebradas então em Tui vieram pôr termo à luta, mas as condições impostas a Afonso Henriques foram muito pesadas, ficando anuladas todas as suas veleidades de independência. (1137).
Depois de dois anos de lutas com os mouros, Afonso Henriques, desejando desforrar-se, invadiu mais uma vez a galiza, assenhoreando-se de Tui (1139). Não foi, porém , muito feliz no prosseguimento da campanha.
Afonso VII, que viera do sul, encaminhava-se para as margens do lima. Depois de algumas escaramuças, os dois exércitos defrontaram-se em Valdevez. Não houve porém batalha. Substituiu-a um torneio, no qual os cavaleiros portugueses que nele tomaram parte, derrubaram os seus adversários, que , assim, se consideraram prisioneiros. Estabeleceu-se então um armistício, com troca dos prisioneiros, até que se pudesse assentar em um acordo de paz definitivo (1140). Foi esse acordo que veio a realizar-se três anos depois (1143) na conferência de Zamora, em que entraram Afonso VII, Afonso Henriques e o cardeal Guido. Erdmann procura pôr em relevo as boas disposições do Cardeal Guido relativamente à causa da independência portuguesa.»

História de Portugal- Edição monumental da Portucalense editora, Lda.

Sem comentários:

Enviar um comentário