sábado, 28 de agosto de 2010

A sucessão apostólica e os sacramentos- II

« Quando muito, devido à estagnação espiritual da igreja por ter ficado despossuída daqueles que a poderiam levar a uma compreensão e vivência superior do cristianismo, o que implicaria elevar-se do catecismo popular à Teleologia universal, ela pode auto-inactivar-se pela perda da compreensão íntima e consciência sacramental, e gradualmente falir até desaparecer pela sucessão de uma nova igreja, a da religião-sabedoria. E, ao que se vê hoje em dia com a crise acentuada de vocação sacerdotal, é o que está sucedendo!...
A sucessão apostólica vem desde Pedro e Paulo através dos padres apostólicos que foram os primitivos dirigentes da igreja, nomeados pelos próprios apóstolos de Cristo. É uma passagem confirmatória ininterrupta crucial para se obter o poder eclesial que cada grau do mesmo possui, da menor à maior proporção, acompanhado da respectiva dilatação de consciência espiritual do confirmado.
O cristianismo possuía originalmente sete graus iniciáticos, dos quais só três eram do dominio comum ou popular.
Os três graus inferiores constituíam respectivamente os «ouvintes», «companheiros» e «fieís», e os quatro superiores eram formados pelos sacerdotes iniciados.
O clero regia-se hierarquicamente por esses sete graus eclesiásticos que não deixavam de relacionar-se com as cartas Paulistas às Sete igrejas do apocalipse (ou revelação secreta). O cristão comum alcançava no máximo o terceiro grau (fiel). Daí para a frente afastava-se do seu povo, tornando-se um dos seus condutores ( Pai, donde Padre e Pope), chamados Subdiáconos, Diáconos, Sacerdotes e Bispos ou Vigilantes.» Continua.

" Dogma e ritual da igreja e da maçonaria"- Vítor Manuel Adrião

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