domingo, 1 de agosto de 2010

A fuga aos impostos

No semanário expresso de ontem, dia 31/07/2010, vem um curto e interessante artigo de opinião de Nicolau Santos sobre a fuga aos impostos. Devo realçar que este Senhor, Nicolau Santos, nem sempre diz coisas muito certas mas desta vez acertou em cheio. Mas vejamos o que diz o referido senhor: «É dos livros: quando se aumentam impostos para lá do limite da razoabilidade, os agentes económicos tomam a decisão lógica de só contribuirem para o fisco quando não podem fugir. E, por exemplo, no caso do IVA o que é que ganha um comerciante em cobrá-lo a um cliente e o que é que ganha este em pagá-lo? Nada. Ninguém ganha nesta transação nem ninguém pode amortizá-la do ponto de vista fiscal.»
Isto é sintomático da doença fiscal que existe no nosso país. Em Portugal paga-se impostos para uma classe de vigaristas e ladrões se locupletarem com o nosso dinheiro, nada mais do que isso. Todos aqueles que pagam impostos não têm o devido retorno que deveriam ter. Mas continua o Sr. Nicolau Santos: «Deve ser por isso que nos últimos dias entrei numa loja , perguntei o preço, e a senhora respondeu-me sem eu ter indagado mais nada : "12 euros sem IVA". Deve ser por isso que noutra loja, o comerciante me fez a pergunta clássica: " com factura ou sem factura?". Deve ser por isso mesmo que numa grande superfície a menina da caixa me perguntava se precisava da factura.
Eu, se fosse ao governo, começava a pensar seriamente em reduzir a despesa pública. Ou em fazer como no Brasil, onde sorteiam carros pelos contribuintes cumpridores. É que pelo lado dos impostos , acho que já não vamos lá.»
Falando claro, é óbvio que concordo com o Sr. Nicolau Santos, porque o que se está a passar, com o aumento generalizado de impostos e taxas, não contribui para a diminuição do défice e para o bem estar das populações, mas sim,para manutenção e até aumento das regalias dos que nos desgovernam. Esta é a verdadeira intenção, quer eles dêem saltos, arranquem os cabelos ou se desunhem todos. Não vale a pena dizerem e tentarem provar o contrário.

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