sexta-feira, 2 de julho de 2010

O ideal greco-judaico

Em 1300 a.c., a maneira cíclica dominante de pensar o mundo é perturbada por alguns povos mediterrânicos incrivelmente inventivos: Gregos, Fenícios, Hebreus. Eles têm em comum a paixão do progresso, da metafísica, da acção e do novo e do belo.
Para melhor se defenderem dos vizinhos, os Gregos revolucionam os barcos, as armas, a olaria e a cosmogonia. Instalados na Síria e na costa mediterrânica, os Fenícios criam o primeiro alfabeto que permite transcrever as outras línguas para melhor comunicarem com os seus vizinhos. Exactamente ao mesmo tempo, alguns pastores, que se designam por Hebreus, abandonam a mesopotânea para canaã, terra prometida pelo Deus único e universal.
Estes três povos têm a mesma cosmovisão, a vida humana passa antes de tudo; para eles, todos os homens são iguais ( exceptuando os escravos e os metecos) ; a pobreza é uma maldição; o mundo tem de ser domesticado, melhorado, trabalhado, esperando que um salvador venha mudar as leis. Pela primeira vez, o enriquecimento material é visto como uma maneira de se reaproximar de deus ou dos deuses. Tal é o ideal que se instala, tornando-se o ideal do ocidente, e o de toda a ordem mercantil da actualidade: o ideal greco-judaico.

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