terça-feira, 29 de junho de 2010

Monstros, Deuses e fé

Enquanto uma grande parte dos seres humanos se entretém com tricas e malabarismos modistas e seguidismos balofos, a pequena parte que resta, tenta desoladamente manter-se à tona da choça que nos impingiram. Um exemplo flagrante desta situação é a que diz respeito ao modernismo e progressismo. Tudo é modernismo e progressismo, segundo a cartilha da propaganda oficial, o que muito evidentemente, é mentira. E como não poderia ser de outra forma, a modernidade é desafiada, perseguida e publicitada como sendo a verdade absoluta e a única possibilidade do homem ter conforto material e gratificar os seus sentidos físicos. Como se a distracção e o alheamento total nos doutorasse em o que quer que seja. O homem afastou-se tanto da sua essência que se esqueçeu completamente daquilo que é. Cortou a sua ligação natural com Deus. Considera-se à parte e autónomo, mas no entanto, o seu corpo é mortal. E aqui chegados, onde está o modernismo?? O que o homem não quer admitir é que o que morre é o seu corpo físico, e o homem não é um corpo físico. O corpo físico é uma coisa que o homem tem para se movimentar num mundo de matéria como o nosso, e o seu "Eu consciencial" que é aquilo que o homem é, nunca morre, é imortal.
Admitir isto, seria pôr em causa tudo aquilo que se acredita e se tem como verdadeiro, provocando um terramoto no sistema político, religioso, financeiro, cultural, e isto os plutocratas não querem. Haja bom senso e discernimento para se entender esta questão em toda a sua profundidade. A questão da fé nada tem a ver com realizações e ambições materiais, ultrapassa em muito aquilo que possamos imaginar sobre o assunto, e é bem verdade que sem fé, nada seria possível. Mas sem a real noção do que é essa fé e como deve ser utilizada, também não será possível aspirarmos a outros voos.

Quem se lembrar da visita do papa Bento XVI a portugal, lembrar-se-á por certo, de algumas palavras que o papa disse, que são muito elucidativas sobre este assunto.

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