quarta-feira, 26 de maio de 2010

O 25 da silva e os candogueiros da praça

Não me engano muito se disser que os "nobres ideais"(?) da revolução foram um fiasco de todo o tamanho. Temos liberdade, muita liberdade... de dizer asneiras em catadupa, liberdade de nada saber de concreto, liberdade de ignorar e destruir valores, referências e tradições que muito contribuíram para o engrandecimento do homem. Hoje em dia, temos a tão famigerada liberdade para ignorar, considerar obsoleto e demodé, tais saberes e tradições. Temos também liberdade para nos enchermos de modernismo e progressismo, e sabendo-se que todas as taras e perversões estão incluídas no catálogo, está bom de ver onde nos levará esta liberdade. Temos igualmente liberdade de opinar sobre uma infinidade de assuntos, de dizer mal deste ou daquele, de fazer isto e aquilo, enfim, a liberdade legitimou o homem pensarão e dirão muitos. Nada mais falso. Não que eu seja contra o conceito de liberdade em si, embora, a literalidade do seu conceito seja ambígua, pois, o que é a não liberdade?? Só partindo daqui, da resposta a esta questão, se conseguirá ter um correcta visão da liberdade. Se alguém pensa que tem liberdade só por dizer umas balelas, ir onde quiser e fazer o que quiser e quando quiser, está bem enganado.
A já tão gasta e rotinha frase, "fascismo nunca mais", é uma mentira tão a gosto dos políticos e dos agentes económicos, que até mete dó vê-los a pronunciar essa pasquinaria melosa. Então, não viveremos nós num fascismo económico?
O que há para celebrar no 25 da silva, quando o ordenado médio em portugal é de 500 euros( não incluo Lisboa e Porto metrópoles), e esses mesmos 500 euros dão para alimentação, luz, telefone, água e gáz? O que há para celebrar quando a nova tributação sobre as mais valias da bolsa quer criar regime de excepção para os grandes tubarões económicos? O que há para celebrar quando passados 36 anos sobre a revolução, continuamos a ser o país da união europeia com as maiores disparidades e com os piores índices? O que há para celebrar quando se sabe que somos o país da união europeia que mais impostos paga proporcionalmente aos rendimentos auferidos? O que há para celebrar quando um gestor ou administrador se vem mostrar muito ofendido ( coitadinhos...) pelo facto do presidente da república se ter insurgido contra os vencimentos e prémios monstruosamente absurdos pagos a essa gente? O que há para celebrar num país onde campeia a corrupção, o tacho, o facilitismo e a incúria? O que há para celebrar num país onde não existem leis, nem legisladores, nem governantes que ponham côbro a isto? O que há para celebrar se perante essa mesma falta de leis, se atribui imunidade política aos políticos? E para quê, essa imunidade? Para garantirem o normal funcionamento das instituições? Era lindo era....
O que se pode celebrar nesta data que eleve o Homem português? Nada, absolutamente nada. Eis o grande paradoxo desta democracia. O homem só terá liberdade quando souber da verdade. Só quando essa verdade vier ao de cima o homem será livre. Esta verdade, tem sido escondidad do homem pelas elites financeiras, e isto, as pessoas ainda não o conseguiram compreender. Mas já há dois mil anos o grande avatar Jesus Cristo o dizia: «a verdade libertar-vos-á.»

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