quinta-feira, 18 de março de 2010

PEC 2010- a podridão do sistema

É sempre com enorme prazer que a classe que nos desgoverna põe em marcha planos de salvação nacional, a não passarem afinal, de «planos de enterro colectivo».
Este sim, é o significado da sigla PEC, e juntem-lhe o 2010 para dar uma certa carga "emotiva" ao plano. Não é de estranhar que assim seja, basta atentar nas medidas a serem implementadas. Até os reformados vão pagar mais impostos- o que no caso de certa classe de reformados não me importava nada que acontecesse, era uma forma de compensar os portugueses pelos sucessivos roubos...- despesas de saúde e educação? Para quê? Se a prazo isso é tudo para acabar! Há que começar a desinvestir nisso o quanto antes.
As medidas propostas para o pec 2010 são de ir às lágrimas, como por exemplo a de taxar mais os altos vencimentos...santa inocência, como se não soubessemos que basta não declarar legalmente o que se ganha para não se ficar abrangido pelos novos escalões e pelas novas taxas.
Tal como o mágico pode fazer desaparecer o palhaço, por sua vez, o palhaço, continua presente só que oculto, encoberto por uma vastíssima cortina de fumo.
O mais caricato, e caricato aqui é só uma forma de expressão, é que um país que tem uma dívida pública enorme, não resolve esse problema com aumentos de impostos e cortes de regalias sociais, eles sabem bem disso. É evidente que esses cortes e aumentos de taxas e impostos serão para conseguir manter o aparelho de estado e toda a "abutrolândia"que gravita em torno desse mesmo aparelho de estado.
Este PEC 2010, ou plano de enterro colectivo vem reforçar o sentimento de impotência da generalidade das pessoas. Podemos perfeitamente visualisar o que é pretendido. Com este plano de enterro colectivo, chegámos ao extremo da pouca vergonha e da falta de respeito pelos portugueses. E é bom lembrar que por deficiente formação cívica dos portugueses ao longo dos últimos séculos, este estado "natural" de coisas tornou-se grosseiramente obstrutivo. A uma nação desmantelada segue-se um povo desvirtualizado que pouco ou nada fará por si e pelo próximo para sair da mentira em que se encontra mergulhado.

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