sábado, 6 de março de 2010

Oh, be a fine girl, kiss me.

Há momentos na nossa vida que nos marcam de uma forma que passados tantos anos sobre esse acontecimento, o sentimento mantém-se vivo. Um dos meus primeiros livros sobre astronomia, astrofísica em rigor, comprei-o teria eu 13 ou 14 anos. O livro em questão é vida inteligente no universo, escrito por Carl Sagan e I.S. Chklovski. Existe nesse livro um capítulo, a exemplo de outros, de uma beleza estonteante: «A sequência espectral do tamanho das estrelas ( a sua classificação de acordo com os seus espectros) é indicada pela seguinte sequência de letras, essencialmente arbitrária: O,B,A,F,G,K,M. A mnemónica, consagrada pelo tempo, para recordar esta sequência de letras é a frase imortal: « oh,be a fine girl, kiss me.»
Cada letra indica uma classe espectral, sendo O a mais quente e M a mais fria. As medidas são tão sensíveis que é possível dividir cada classe em 10 subclasses, por exemplo B1,B2,B3,etc. Uma estrela com um espectro B9 encontra-se mais próxima da classe espectral A1 do que de B1.»
(...) Já agora a classe do nosso sol é G2.

« A magnitude aparente de uma estrela é a medida do seu brilho aparente, isto é, o seu brilho como ele nos parece. A magnitude aparente está ,portanto, dependente tanto do brilho intrínseco da estrela como da sua distância em relação a nós. Mesmo uma estrela muito brilhante, mal se notará se estiver muito distante. As estrelas muito brilhantes visíveis a olho nu numa noite normal, têm magnitudes aparentes principalmente entre 1 e 4 (uma estrela de primeira magnitude é mais brilhante do que uma de quarta magnitude). Estrelas muito brilhantes têm magnitudes aparentes negativas. A maioria das estrelas têm magnitudes positivas pequenas. A magnitude aparente do sol-muito mais brilhante do que as estrelas, evidentemente-é -26,8. Todavia, se movéssemos o sol para uma distãncia de 10 parsecs (aproximadamente 2 milhões de vezes mais distante do que a distância real), a sua magnitude aoarente seria +5 e pareceria um pequeno ponto de luz no ceú, mal visível a olho nu. A estrela mais apagada que se pode ver a olho nu tem uma magnitude de +6.
Se tomarmos qualquer estrela à distância-padrão do sistema solar, a sua magnitude chama-se «absoluta». Estrelas de alta luminosidade intrínseca têm magnitudes absolutamente negativas -7 ou -5; estrelas de baixa luminosidade intrínseca têm magnitudes absolutas positivas- por exemplo +10,+12.»




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