quinta-feira, 25 de março de 2010

Multi, inter e transdisciplinaridade

Existem alguns cientistas, nomeadamente, os investigadores da mecânica quântica,que de vez em quando nos brindam (público em geral) com obras de verdadeira transdisciplinaridade.


Passo a citar um enxerto que diz respeito propriamente ao nosso futuro próximo, enquanto civilização pensante.

«O processo de declínio das civilizações é de grande complexidade e mergulha as suas raízes na mais completa obscuridade. Claro que, depois podemos encontrar múltiplas explicações e racionalizações, sem conseguir dissipar o sentimento de um irracional actuando no prórpio centro deste progresso. Os actores de uma civilização bem determinada , das massas aos grandes decisores, mesmo que eles tenham mais ou menos consciência do processo de declínio, parecem impotentes para deter a queda da sua civilização. Uma coisa é certa : um grande desequilíbrio entre as mentalidades dos actores e as necessidades internas de desenvolvimento de um tipo de sociedade acompanha sempre a queda da sua civilização. Tudo acontece como se os conhecimentos e os saberes que uma civilização não pára de acumular não pudessem ser integrados no ser interior daqueles que compõem essa civilização. Ora, afinal, é o ser humano que se encontra ou deveria encontrar no centro de qualquer civilização digna desse nome.
O crescimento sem precedentes dos conhecimentos na nossa época torna legítima a questão da adaptação das mentalidades a esses saberes. Muito particularmente, a mundialização é uma fonte potencial de uma nova decadência. Os dois perigos extremos da mundialização são a homogeneização cultural, religiosa e espiritual e o paroxismo dos conflitos étnicos e religiosos, como reacção de auto-defesa das culturas e civilizações.

In Nós, a partícula e o universo de Basarab Nicolescu editado pela ésquilo 1ª edição de outubro de 2005.

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