terça-feira, 9 de março de 2010

Eterno estado de austeridade

Crise em portugal? Défice Excessivo? A solução? A mesma de sempre. Aumentar impostos, indirectos de preferência, para não haver muito ruído, cortar regalias sociais por vezes a quem mais precisa,simples fácil e direitinho. Os impostos aumentam não para diminuir a dívida nem para pôr em marcha um plano de austeridade sério, aumentam sim, para os gestores e administradores e restante matilha continuarem a auferir milhares e milhares de euros. A criação de um escalão de 45% IRS para rendimentos superiores a 150000 euros/ano não passa de uma via de fuga aos impostos. Em portugal criam-se diferentes escalões de IRS não para taxar os altos rendimentos de pessoas e empresas mas sim para haver uma via legal de fuga aos impostos. O governo quer poupar 100 milhões de euros/ano com salários da função pública. Que mentira aqui vai,como se esses 100 milhões,300 milhões até 2013 resolvessem alguma coisa quando se sabe que o défice português é de milhares de milhões. Na realidade, esse dinheiro é para ser dado a assessorias, gabinetes ministeriais, e mais gestores e administradores da desgraça de portugal. É assim portugal. Há cem anos que foi aberta a "via verde" da ladroagem e da pouca vergonha. Agora compreendo na totalidade para que serviu e serve a "ri"pública. Serve para legitimar o saque. Se exceptuarmos o período do fassista de 1928 a 1968, 40 anos, os restantes 60 têm sido de roubos e desvios vergonhosos que dariam direito a enforcamento em praça pública.À bancarrota da 1ª ripública segue-se a bancarrota da 3ª ri(a bandeiras despregadas...) pública. Deixo-vos com as palavras mais actuais do que nunca escritas por J.Perpétuo da Cruz no seu livro "economia nacionalista":
-« A nação assiste intimamente perturbada e triste, ao desenrolar dos acontecimentos, procurando sempre manter a sua actividade através das dificuldades e perigos da luta armada, mas abstendo-se sistematicamente de tomar parte nela.
Após a revolução vem a suspensão de garantias, as medidas económicas restritivas. Para os revolucionários? Não. Para o país inteiro que à revolução se manteve alheio e lhe sofreu as consequências, sempre desastrosas, e os encargos sempre pesados. Podia o estado, após a desordem que ele próprio preparou, fomentou e fez explodir com ruído, manter intactas as liberdades individuais e resolver as suas lutas intestinas e cevar os ódios mesquinhos dos seus elementos representativos, sem pertubar e ferir a nação que tranquilamente quer trabalhar e viver. Pois é precisamente contra a nação inocente, que se volta a sua fúria de vingança. Os que à sombra dea revolução alcançaram o cobiçado exercício do poder logo tratam de reorganizar ministérios e repartições, para que novos lugares surjam, onde se acomodem os seus agentes de confiança, sem que perturbadas sejam as comodidades dos adversários vencidos, ilegitimamente ganhas em revoluções anteriores.(...) Ao banco dos reús é chamado só o país inocente, para pagar as custas do processo com o produto das suas liberdades individuais, duramente conquistadas em séculos de evolução,e com as pobres migalhas do seu incansável e persistente labor.
Este tem sido e há-de ser sempre um dos aspectos do estado, comum a todas as cores da bandeira ou a todas as formas de governo.
É o estado desordeiro, perdulário e tirano, que se olha a si próprio como indivíduo independente, estranho e superior à nação.»

Este livro foi editado em 1928. Não sei se este senhor tinha o dom da profecia,mas uma coisa é certa, tudo o que vem neste livro é actual, actualíssimo até. Chega a ser assustador o paralelismo com a nossa actual época.

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