quarta-feira, 3 de março de 2010

E se a grécia mostrasse a via da revolta à UE e ao FMI?(II)

Pediram à grécia para adoptar medidas de austeridade sem a respectiva desvalorização monetária que está no centro dos planos do FMI. Este pedido é ruinoso e manifestamente contrário ao que é pretendido. A moeda não pode ser desvalorizada porque o mesmo euro tem curso em todo o lado. Isto significa que, como a capacidade do país para pagar as suas dívidas está paralisada pelas medidas de austeridade, não há meios de reduzir os custos das dívidas. Evans Pritchard conclui: «o facto é que muito poucas pessoas da zona euro estão prontas a admitir que a união monetária causa problemas graves... à grécia,à alemanha e a todos os países membros.»
É por isto mesmo que a islândia, que ainda não é membro da UE, tem boas razões para reconsiderar a sua posição. Para a islândia ser aceite na UE é-lhe pedido como condição essencial o reembolso dos investidores holandeses e ingleses que perderam muito dinheiro aquando da falência da IceSave, filial em linha do maior banco privado islandês. Eva Joly, juíza franco-norueguesa que está a investigar esta falência fala de chantagem. Segundo a própria, ceder aos pedidos da união europeia seria dinamitar os recursos do país e dos seus habitantes que se vêm constrangidos a emigrar para terem trabalho.

A letónia é membro da UE e deveria adoptar o euro, mas o país ainda não se encontra nesse patamar. A UE e o FMI pediram ao governo letão para emprestar moeda estrangeira para estabilizar o câmbio da sua moeda para assim ajudarem os investidores privados a pagar as hipotecas subscritas em moeda estrangeira e em bancos estrangeiros. É exigido ao governo letão para conseguir dinheiro do FMI que proceda exactamente da forma acima mencionada.
Segundo Nils Muiznieks, director do advanced social and political institute de Riga: « o resto do mundo aplica planos de relançamento económico, indo de 1 a 10% do PIB, mas ao mesmo tempo, é exigido à letónia que faça cortes importantes nos salários da função pública que podem chegar aos 38% e consequentemente aumentar os impostos para reduzir o défice.»

(continua)-Tradução feita do blog Mecanópolis

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