segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

E se a grécia mostrasse a via da revolta à EU e ao FMI?

A ruína financeira total, outrora um problema exclusivo dos países em vias de desenvolvimento, chega actualmente à europa. O FMI impõe as «suas medidas de austeridade» aos países periféricos da UE, sendo a grécia,a islândia e a letónia os mais afectados. Não são os habituais clientes do terceiro mundo.
Historicamente,a islândia foi colonizada pelos vikings que invadiram com sucesso as ilhas britânicas. As tribos letãs conseguiram rechaçar os vikings dos seus territórios.Quanto aos gregos,eles conquistaram todo o império persa.

Dezenas de países estiveram incapacitados de pagar as suas dívidas públicas durante os últimos decénios, sendo o caso recente do dubai ilustrativo.O dubai pediu a 26 de novembro último uma moratória sobre a sua dívida pública. Se o emirado árabe apesar de riquíssimo o pode fazer, países que têm uma situação muito mais desesperada também o podem. E quando a alternativa é destruir a economia do país, é difícil pretender que eles tenham de se abster. É particularmente verdade quando se sabe que os credores são largamente responsáveis e que há boas razões para pensar que as dívidas não dizem respeito às populações. Os problemas da grécia começaram quando baixas taxas de juro inadaptadas à realidade grega foram mantidas para salvar a alemanha do afundamento económico. A islândia e a letónia tornaram-se responsáveis por dívidas privadas que não lhes diziam respeito. O economista Michael Hudson escreve: «a união europeia e o FMI deram instrucções para que esses países substituíssem a dívida pública por obrigações públicas,financiando-as através do aumento de impostos, da redução da despesa pública e obrigando os cidadãos a gastar as suas economias. As pessoas estão revoltadas não só contra os que criaram estas dívidas mas também estão contra os conselheiros neoliberais e os credores estrangeiros que fazem uma pressão constante sobre os governos para que vendam os seus bancos e as suas infraestruturas públicas a privados.»

Mau funcionamento da UE: mais um revés para a moeda única.

A grécia poderá ser o primeiro dos países periféricos a revoltar-se. Ambrose Evans-Pritchard escreveu no «Daily Telegraph» de 13 de dezembro de 2009 que «a grécia é o primeiro dos países da união europeia e monetária a desafiar bruxelas e a rejeitar a solução idade-média que é baixar os salários.» O primeiro ministro grego Papadreou declarou a 11 de dezembro de 2009: « os assalariados não pagarão as custas do processo. Não iremos proceder a nenhum congelamento de salários nem a nenhuma baixa de salários. Não viemos para o poder para desmantelar o estado social.» Evans-Pritchard faz notar que a grécia tem boas razões para desafiar a UE.

Continua. Tradução feita do blog Mecanópolis

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