quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Liberdades e direitos Vs. Democracia e civilização-III

Perante a investida cada vez mais forte dos "agentes infiltrados",o cidadão comum não se apercebe do "logro" em que está metido.É claro que intuitivamente ele começa a ter noção disso,no entanto, o comportamento é o mesmo,continua-se a ignorar o assunto...
Continuamos de certa forma ancorados no pensamento mecanicista e ultra-materialista que deturpam o pensamento já de si deturpado de outros pensamentos anteriores.Deturpado pela única e exclusiva razão de o universo e tudo o que seja contido por esse universo não ser de natureza mecanicista ou sequer materialista.Bem longe disso.Isto tem muitas implicações que não são visíveis mas que têm grande influência no decurso dos ciclos e das várias vivências do mundo.
Enquanto uns se pavoneiam em conluios internacionais de dimensões Hollywoodescas,outros pagam a eterna fava da crise inventada pelos sectores bolsistas e especuladores baratas tontas.
Enquanto uns morrem por comerem de mais outros morrem por não ter de comer...
A humanidade ultra-materializou-se,tornou-se opaca a si e aos outros e, dominada que está por uma feroz ditadura financeira de controlo total,revela-se difícil qualquer mudança a curto-médio prazo.A ocorrerem será sempre pela pior via. Ou pela melhor,dependendo dos pontos de vista...
Depois não podemos esqueçer aqueles pomposos personagens que servem interesses de gabinetes,e do outro lado,outros adoptam como conduta um frenesim permanente,outros ainda dedicam-se ao torcionarismo e sempre os outros do costume a pagar a factura,lenta e inexoravelmente,como se fosse a coisa mais natural do mundo. Do torcionarismo passamos à deriva cleptocrata,produto imperfeitíssimo de uma imperfeita democracia,e esta deriva cleptocrata é a que fomenta muito naturalmente a inoperância da justiça.É bem visível esse sentimento de inoperância da justiça em portugal,toda a gente a sente,mas ninguém se importa muito com isso,arranjam-se uma figuras decorativas da ripública e arma-se uma grande e permanente discussão entre elas,com constantes trocas de recados e pondo em causa a sanidade mental uns dos outros.O cidadão comum ignorante que é destas e de muitas outras coisas,não reage,mantém-se expectante,mais uma vez ancorado num pensamento ultra-materialista.
Mas como dizia muito bem um certo personagem que me veio à memória: «O homem há muito que perdeu a fé,perdeu o espírito comunitário que tantos saberes e tradições lhe legou,perdeu a sua clarividência mental.O homem está mergulhado num permanente nevoeiro mental,próprio de mundos excessivamente materialistas,continuando cego pelo brilho do ouro.»

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