Terça-feira, 24 de Novembro de 2009

O estado e a indústria

«As indústrias do estado nem sequer publicam relatórios,pois se os publicassem,veria a indústria particular quanto dinheiro o estado lhe vem arrancando pelo imposto,para se bater com ela em concorrência.E não se julgue que a indústria do estado,quando trabalha só para o próprio estado,deixa de ser um concorrente directo da indústria particular.É,e dos mais temíveis,pois rouba a esta o seu melhor cliente,que é precisamente o estado.
Seguindo o exemplo nefasto do estado (todos os maus exemplos são facilmente imitados) vêm agora as câmaras municipais,criando indústrias privativas e municipalizando os serviços públicos,não com o propósito de melhorá-los ou barateá-los- propósito este louvável embora ilusório,pois que a administração pública é por sua natureza incompetente e perdulária- mas com a intenção declarada ou oculta, de obter elevadas receitas para os municípios,mesmo que para isso seja necessário atrofiar a actividade particular.
Querendo obter lucros na própria energia vendida,e em todos os serviços municipalizados,o preço dos custos são tão elevados que não podem bater em concorrência o análogo produto estrangeiro e a indústria morre por falta de mercado.
Não lhes basta porém asfixiar a indústria pelo encarecimento da energia primária.Pela concorrência de indústrias privativas,roubam-lhes os mercados,a mão de obra e o capital e acabam por desacreditá-la chamando-lhe rotineira,improgressiva e parasitária.
Num país em que o estado e os municípios assim atrofiam e esmagam a actividade individual,será por acaso de admirar que a agricultura,o comércio e a indústria,não se desenvolvam e antes caminhem para a ruína?



In-Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz

Discursos de desgovernação

Quando ontem à noite num telejornal,ouço a pomposa figura do (des)governador do banco de portugal,vir dizer que os impostos deveriam ser aumentados nem queria acreditar.É muito fácil para um senhor nessas funções dizer uma coisa dessas,não fosse ele um dos que mais ganha no mundo por essas funções.Já não há vergonha nem decoro.Deve estar com medo que lhe acabe o tacho.

«... na sincera preocupação de salvar o país,é afinal a si próprios que procuram salvar-se,ou para conservar as suas posições conquistadas,ou para melhorar de posição à custa dos outros.É assim o estado quem -sem o saber e sem dar por isso-prepara e fomenta a miséria nacional;quem,guiado por um critério falso,benéfico na aparência,rouba à nação os meios de vida, não tanto pelo que consome em administrações perdulárias,mas pelas fontes de riqueza que destroí na prática de medidas violentas,anti-económicas e ruinosas.»
Economia nacionalista-J.Perpétuo da Cruz