sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A micro e a macro-corrupção

Este post vem a propósito de uma série de artigos de opinião que tenho lido em diversos jornais.
Um deles dizia resumidamente,mais ou menos o seguinte:-Em Portugal existe uma micro-corrupção para que a macro-corrupção possa campear à vontade.
O que é mais do que verdade,diga-se desde já.Empola-se propositadamente a micro-corrupção tentando desviar as atenções dos grandes escândalos da macro-corrupção.E quanto mais escandalosos forem os personagens e os cenários,como é o caso Português,mais a micro-corrupção é apontada,denunciada e mais serve de bode expiatório.
Agora querem discutir na assembleia da "ri"pública novas leis anti-corrupção.Mas essas leis serão para a micro ou para a macro-corrupção?Alguém sabe a resposta?
Cuidado,não se deixem enganar,essa resposta depende de dois factores diferentes,ou seja,depende dos cenários e dos personagens,e também sabemos que os nossos personagens reduziram os cenários à incertitude da lei,aos impedimentos legais e às prescrições temporais.
Pensem bem no triângulo recém-formado aquando deste último escandâlo de corrupção.
Um deles é um excelente cão de fila.Espera e trabalha em prol de um exílio dourado em algum pseudo-organismo humanitário,de resto,tal como alguns camaradas seus de partido.
Outro deles está ali encravado no meio,o gesticulador verbal de serviço,mas que sabe que a manivela só gira para um lado.Quanto ao outro o último,é o salteador de organismos,é o que transporta as influências.

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