domingo, 24 de maio de 2009

Visões da tempestade

O nada que nada é
é o tudo que poderá ser
a vida que me faz amar
é a morte que poderá morrer


Eu não quero morrer
porque a vida me procura
mas já não posso mais viver
sem justiça e sem loucura


Quando os Deuses criaram a humanidade
a morte puseram a seu lado
quem sabe e quem o sente?
como o lobo se afasta
e a colmeia se ressente?


Eu sou o que sou
mesmo que eu não queira ser
aquilo que não pensei
do início ao fim nada mais para fazer



Se eu penso que sei
na brandura o farei
o que sei já não sei
é a vida que procurei



Não há mais vida ou morte
no manicómio mundial
apenas algum fremito e ardor
sem ninguém se importar


Eu não vivo para viver
e nem tenho nenhum segredo
apenas me limito a descrever
a desordem e o sossego

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