sábado, 31 de janeiro de 2009

Quase 35 anos de democracia...

Vai fazer no próximo dia 25 de Abril 35 anos que foi derrubada a ditadura fascista em Portugal e se instaurou a democracia?!Durante estes anos todos,frustrações,enganos e desencantos foram os pontos fortes desta democracia.Porque esta democracia não serviu a quem se destinava,não promoveu igualdades nem certas liberdades,como tanto se apregoa por aí.A revolução abrilista resumiu-se ao seguinte:retiraram de lá uns ditadores e puseram outros nos seus lugares.Estes novos ditadores representam uma nova estirpe ditatorial,a Plutocracia,que é uma ditadura económica em que o poder é detido pelas elites da grande finança.Esta nova ditadura dá tudo,transforma tudo,é só facilidades e alegria,existem muitos direitos e poucos deveres,o que é completamente impossível que assim seja.Tudo é manipulado e controlado com uma eficiência terrível e se as pessoas soubessem o que se está a preparar....
A plutocracia pinta o quadro com cores muito lindas e fantasiosas,mas a realidade é bem diferente.Cultiva-se a especulação louca,entregando o grosso do poder na mão de meia dúzia de indivíduos que controlam todos os bens de primeira necessidade,promovendo-se uma propaganda perigosa ao desenvolvimento do ser humano,permite-se publicidade enganosa e as pessoas são as principais atingidas(veja-se o caso do endividamento familiar),as leis são um incentivo ao crime,seja ele de que natureza for,deslocalização de empresas,desemprego,desrespeito pelos direitos das pessoas,sempre em nome dos dogmas económicos,não há desenvolvimento sustentado,apenas algumas tentativas que raramente saem da gaveta.
A igualdade é fictícia e sectária,a liberdade é aparente e subordinada a certas conveniências.Quanto ao espírito democrático,bem,só se pode dizer que tal como um ovo podre,o seu mau cheiro vai alastrando e contaminando tudo á sua volta.A classe política apenas está preocupada em escalar rapidamente o edifício do poder,para se encherem de regalias injustificáveis,fazendo os trabalhinhos que lhes são pedidos pelos seus patrões(a grande finança),esmagam as populações com impostos e taxas que as pessoas não podem pagar.Mas nada disto lhes importa,o seu trabalho e objectivos há muito que estão traçados,destruir o país e os portugueses,sempre em nome dos grandes dogmas económicos e não só.A verdadeira revolução continua por fazer,o espírito abrilista é uma fraude,a democracia travestiu-se de cordeirinho manso,mas na realidade é um lobo muito mau com a boca sempre aberta pronta a engolir tudo e todos que se atravessem no seu caminho.Estamos na era da "ladroagem institucionalizada,da corrupção generalizada,da desinformação atordoante e elitização espalhafatosa".Um autêntico engana meninos e papa-lhes o pão.
E depois é o défice,a reforma da administração pública(falada á não sei quantos anos,continuando tudo na mesma....),isto e aquilo,mas está sempre tudo na mesma.O défice??Qual défice??O défice são as secretarias de estado,os gabinetes ministeriais,as fundações disto e daquilo,os gestores e administradores públicos com os seus ordenados milionários e as suas regalias sem fim,as reformas vitalícias dos políticos(pelos bons serviços prestados aos que verdadeiramente comandam na sombra) e as ajudas e perdões de dívidas a alguns países dos PALOP infinitamente mais ricos do que portugal.E como se combate o défice?Fácil,estrangulando a economia e o povo,entregando as suas liberdades e direitos á banca e aos grandes grupos económicos,promovendo a partidocracia,a burocracia e a plutocracia.Que grande democracia esta,bem ao estilo sul-americano,digna de figurar no livro das bestialidades próprias de países com uma cultura emergente de quinta categoria!

Deixo aqui estas palavras de Salazar,bem actuais ao que se vai passando em Portugal:

"Quando nos países em desordem os políticos defendem as suas posições com a criação e distribuição de lugares ás clientelas partidárias,praticam ao mesmo tempo um acto imoral e ruinoso para a economia da nação;mas quando,no aperto das crises,os mesmos responsáveis pela delapidação dos dinheiros públicos ou simplesmente pela inconsiderada extensão de serviços apregoam,como medida salvadora,o despedimento de funcionários em excesso,certo é fazer-se confusão entre problemas de moralidade administrativa e a necessidade de reforma do estado.Quando por espírito de favoritismo pessoal ou partidário,por fraqueza ou mal entendida bondade,corrupção ou ignorância das consequências,se preferem os maus aos melhores,degrada-se a moral do estado e comete-se um acto grave contra a justiça".

Discurso proferido aquando da despedida de ministro das finanças De António Salazar,em 5 de setembro de 1928.In "Antologia de Salazar-1909/1953".

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