quarta-feira, 2 de março de 2016

O "Ocultismo Bancário"

«Com o actual sistema bancário os banqueiros podem, com os seus cheques, proporcionar «poder de compra» aos seus concidadãos e, logo de seguida, tirar-lho de novo, num momento em que mais necessidade tem dele. A inundação súbita de um mercado com «dinheiro abstracto» - uma autêntica inflação - faz subir os preços e desperta o interesse geral em aumentar a produção. Os mercados ficam abarrotados de todas as classes de produtos e , em consequência, é necessário muito dinheiro para distribuí-los a seguir (é importante ter sempre presente que a única função do dinheiro é distribuir bens e serviços). Em tais circunstâncias, a retirada repentina de dinheiro provoca necessariamente uma queda geral dos preços e , ao mesmo tempo, uma onda de bancarrotas..., e depois disso, o desemprego e a fome.»



A Finança e o Poder - Joaquín Bochaca

sábado, 27 de fevereiro de 2016

E porque não três mães?

«Jesus Cristo tinha dois pais». E porque não teria, segundo essa ordem de pensamento, três mães?
Isto não é um partido, é antes um "bando de malfeitores" legalizados por uma coisa que se diz chamar "democracia". A realidade efectiva biológica do homem não agrada a estes "hervoeiros", que passam a construir realidades alternativas, partindo de pressupostos impostos à força, contra a moral e contra a razão.

Que é contra-natura o "hervoeirismo" já todos sabemos, mas o pior é a tentativa de imposição do "hervoeirismo" como virtude pública (???). E a sua negação ou crítica vir a ser no futuro alvo de sanções penais.

Cumprem-se na perfeição as profecias apontadas a esta provecta terra, basta ver o tipo de gente que assaltou os corredores do poder. Caminhamos indefectivelmente para a redução drástica da população mundial, coisinha tão do agrado da plutocracia e dos maçonismos pantocráticos.

Só posso dizer, para terminar, cambada de burrinhos estes, e atrasados mentais, que fazem o joguinho dos que mandam no mundo pensando que servem (?) a humanidade e os povos em geral.
Estes atrasados mentais pagarão um dia pelas atrocidades que estão a cometer. Quando o povinho acordar e saltar a tampa...

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Democracia e Constituição - "Governar atrás da cortina"

Tenho sérias dúvidas que possamos considerar a Constituição portuguesa um instrumento de boa-fé. Uma Constituição que permite os subterfúgios e alçapões que lhe temos visto, não pode ter sido feita de boa-fé.
Se um Presidente da República está em exercício, esta-o até ao último dia do mandato. A Constituição não o entende assim, ou pelo menos, cria certas condicionantes que permitiriam, e permitiu agora recentemente, a posse de um governo ilegítimo. Há 42 anos que esta oportunidade era esperada.

E chegam ao poder da forma que sempre desejaram; não através da governação directa (essa foi dada ao desastre PS do costume), mas "atrás da cortina" com a espada e o cutelo na mão prontos a chispar no ar. E se algo correr mal, a culpa será sempre dos que governam directamente.

A democracia na mão, ou antes, na cabeça destes defensores do marxismo cultural puro é um delírio putrefacto. Querem desafiar o poder financeiro e os seus lacaios do BCE, da UE e agências de rating. Querem desafiar aqueles que "meteram um tubo por aqui dentro a largar notas".

E se um dia resolvem "desligar a máquina e retirar o tubo"? Iremos comer-nos uns aos outros!
Nem o exemplo da Grécia os demove!

"Cumprir Abril, cumprir a Constituição". Lindo slogan este, mas o que é a Constituição na cabeça dos mentores deste slogan? Uma fraude, pela amostra tida. Só existem trabalhadores na função pública, nos restantes sectores só existem escravos. É isto que diz a Constituição criada, de forma dissimulada, pelo comunismo abrilino. 
Os que defendem o slogan acima descrito são contra a iniciativa privada, mas é a iniciativa privada que lhes paga e sustenta as suas benesses, regalias, dogmas e incoerências.
A constituição diz ainda que se os funcionários públicos trabalharem 35 horas ou menos, os escravos dos outros sectores que trabalhem 50, 60 ou 100 horas para compensar os desequilíbrios. 


Mas há aqui um grande engano que tem de ser desfeito. Quando se fala em função pública, e para sermos justos e coerentes, devemos dividi-la em dois sectores; o sector de cima e o sector de baixo.
O sector de baixo, de uma forma geral, trabalha demais para o que lhe pagam (embora admitindo que há quem não faça nada). O sector de cima, recebe de mais para aquilo que faz (claro que há excepções, e ainda bem).

Aquando das greves da CGTP e de outros, com que sector é que estão preocupados? Com o de baixo? não me parece nada... existem dirigentes sindicais a locupletarem-se com milhares de euros mensalmente, dinheiro retirado, mais uma vez, da iniciativa privada que eles tanto dizem combater. O que estes tipos fazem é enganar de má-fé os grevistas e pessoas, quando afinal apenas estão preocupados com os seus ganhos completamente absurdos. Só permitidos pelos subterfúgios de uma Constituição que não o é.

O conceito de democracia deste governo, acha escandaloso que um país tenha o gasóleo abaixo de 1 euro. Aumenta-se o ISP e assim as 35 horas semanais mais as exigências dos comunistas são satisfeitas à custa de mais um aumento de impostos, que passa a não sê-lo na visão encalhada da "traquitana poeirenta" a que decidiram chamar governo. Que exemplo edificante de democracia!

Quanto ao outro partido que está a governar "atrás da cortina", está quase tudo dito. A primeira prioridade destas sumidades foi os gays e a adopção gay. Estão resolvidos os problemas de Portugal e dos portugueses
Na assembleia da república, uns quantos tons lamechas, a apelar ao sentimental, "coitadinhos dos pobrezinhos e dos portugueses que não têm trabalho", abaixo os malditos capitalistas, os retrógados e os (?)homofóbicos.... 

Viva a Constituição, viva a democracia
viva a liberdade
mesmo quando se sabe
que não contribui para a nossa estabilidade



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

200 anos de constitucionalismo - a história repete-se

Num folheto anónimo datado de 1847, alguém notava com lucidez que «o liberalismo tinha falhado no campo moral o que deu origem a uma luta ininterrupta desde 1820, que tem como causa próxima e eficiente a ambição dos indivíduos de que se compõem os diferentes bandos que, com o falso título de partidos políticos, se disputam entre si a posse dos dinheiros públicos... As guerras civis em Portugal são evidentemente a guerra dos empregos públicos

Em 2015, tal como em 1910 e de 1820 a 1851, a história repete-se. Qualquer ideologia servia e serve ainda, de bandeira atrás da qual se encobriam todas as ambições. Não importava nem importa a forma de governo, mas convinha e convém sempre o princípio do poder.

A vaga é de loucos universalismos, de utopias regenerativas do género humano, e no entanto, o que vemos são desvarios e alucinações. Vejam-se as prioridades do novo governo; a retórica imbuída de sagazes impercepções cognitivas e a turbulência psicótica que por ali vai. 

Uma revisão constitucional se impõem, e caso a mesma não seja feita, caminhamos para o aniquilamento silencioso de um povo e de um país. O perfeito genocídio de cariz extremista-esquerdista.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O engano político

Está hoje muito em voga uma certa neologia que possui o condão de desvirtuar a propriedade e o significado de algumas palavras. Esta neologia foi criada, também mas não só, para que a igualação imposta pelos princípios democráticos fosse possível. Rebaixa-se "os de cima" e sofisma-se a natural equidistância "dos de baixo".

Tudo é um jogo (perverso) político, para as conveniências e as circunstâncias próprias de cada época serem mais facilmente recriáveis. Este jogo é caracterizado na sua génese por uma série de "parciais", dependentes e grátulos dos caciques e galopins eleitorais. Tudo e todos na política ultra-democratizada têm "o rabo preso", o que significa muito naturalmente que todos são reféns de todos. 

O que quero dizer com isto resume-se a uma coisa muito simples: Os governos democráticos não são uma coisa respeitável e caminham, a prazo, para a auto-destruição.

Há um ditado antigo que diz: «os padres inventaram a religião, hão-de acabar com ela.» Ora, uma coisa muito parecida está  acontecer com os políticos. Inventaram a liberdade e a democracia e, por este caminho, hão-de acabar com elas.

Vivemos os mesmos problemas de há cem anos atrás, a mesma incerteza política e os mesmos receios e impotências perante a roubalheira generalizada. Um pouco antes de maio de 1926, um governo de Fernandes Costa ocupa as cadeiras do poder apenas por algumas horas, e o presidente do ministério, António Maria da Silva, confessava que «o País estava a saque». Não sei se os seus avós lhe contaram que o duque de Palmela, assentou poder apenas três dias, e que o ministro da fazenda à época, António José d´Ávila, um dia se deixou dizer a uns amigos: «Estou cercado de ladrões».

A democracia tornou-se contra-natura, cheia de dirigismos económicos e com os povos entregues a uma planificação total ou gradual. Da democracia passou-se a uma socialização, que não evitou abalos sociais, e agora tende a virar para o existencialismo. Foi por isso que Molotov, antigo ministro soviético em Berlim, disse uma frase lapidar: «Quer queiram quer não, todos os caminhos vão dar ao comunismo».